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Vencido


Não, não se vanglorie ainda. Eu não estou vencido. Apenas durmo enquanto refaço as forças. Até mesmo grandes guerreiros precisam, vez por outra, se refazer. Estou num casulo, em metamorfose. Neste momento lido com sentimentos de forma muito racional, enquanto fico em dúvida se quero ou não me sujar na areia.

Não deixo de pensar no prazer do miserável. Aquele que precisa refastelar-se no conforto alheio, nas sobras dos outros. Se hoje esta sobrando algo é porque sobrou daqui. Não há alegria na dor alheia. Esta nada mais é do que a mera ilusão de quem a mendiga.

Eu sigo em repouso em refazendo. Se dar por vencido também faz parte de vencer. Às vezes se fazer de morto pode significar permanecer vivo. E eu sigo vivo e santo, repleto de cores, de dores e de amores. Sonho, com coisas que, se não me trazem grandeza, já trouxeram um dia, enquanto por ai o mero pronunciar do meu nome arrepia até os dentes.

Dei-me por vencido porque quero descansar. Permitir-me não sofrer também faz parte do jogo. A minha estrada esta só começando e já não sei se preciso de tantos tijolos de ouro. Certo é que se em repouso permaneço alerta, imagine quando desperto com as narinas abertas. Minhas sementes já foram plantadas. Elas brotam a esmo no solo fértil em que as plantei. Tenho ainda muito tempo até estarem frondosas. É nesta sombra que quero refastelar.
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