Os fugitivos do calvário.

Sozinho se nasce, se morre, "sozinho" também se ressuscita. As famílias se reúnem para celebrar o "renascimento" daquele que partiu sozinho para buscar o perdão aos pecados do próximo. O perdão aos pecados dos "não pecadores" e o perdão do próprio pecado encarnado na esperança de uma raça humana guiada por "valores" que como num balé cíclico, se deturpam e instrumentalizam nas mãos dos próprios "algozes", "crucificadores". As cruzes foram postas, mas, os "covardes" fugiram do calvário. Esconderam-se nas casas do povo e viram no "ofício de fazer cruzes" uma forma de lucrar com os próprios pecados. É isto, está revelado, os senhores não dominam a economia, nem a política, os senhores dominam as "oficinas de cruzes". Dominam os corredores sujos dos "matadouros", mas o gado que executam são seus "semelhantes" desesperados pela dor e desespero que os impõem vós, "fugitivos do calvário". Se na sua prata e no seu ouro a luz reluz mais limpa do que nos metais daqueles que derramaram "o próprio sangue", erro destarte dos que os fizeram sangrar. A luz é para todos! E cada um escolhe em que "sombras" pretende navegar. Não ha na historia da humanidade carpinteiro que não tenha jamais provado das "farpas", nem bom marinheiro que não tenha sido nauseado pelas "tormentas". L.P.A.

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