Congelando um ponto de vista.


Eu congelei meu ponto de vista, junto com meus cílios e meu coração. Não arrisquei verter uma lágrima com medo do sal grudar na pele e deixa-la branca. Por vezes, vagando tenho de pensar em nada, exceto que no frio nem sempre sentimos frio. Congelo meus dedos, congelo minhas mãos, ando tentando congelar um monte de coisas que simplesmente não adormecem, não esfriam e não cessam nem em minha cabeça nem em meu coração. Corrigi a inquietude e a ansiedade. Concertei o desacerto das palavras e coloquei meus sentimentos na medida. Ajustei tudo, todas as receitas e sabores, todos os esforços foram feitos e ainda não consigo entender o que falta para ter acertado na fórmula. Em algum lugar perdi o ponto e me ocorre que o doce talvez desandou. Bem, eu sigo tentando tirar da neve açúcar. É um doce esboço para tempos sem papel. Confesso: continuo lembrando dos acidentes geográficos do teu joelho. 

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