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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Prazer em conhece-la.

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Na promessa de não morrer de medo quando o pau quebrar e de ler numa linguagem desconhecida, o que rabiscos na pele (do obro) descrevem, sem pedir desculpa e sem culpa, mas dando bobeira sem entender o conceito de Durango Kid, coloco meu bloco na rua pra dizer que a natureza fala muito mais de nós mesmos do que as coincidências podem revelar.

"Eu por mim, queria isso e aquilo, um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso, é disso que eu preciso, não é nada disso, eu quero é todo mundo nesse carnaval!"
E não precisa dizer mais nada! 
Impossível idéia mais apropriada... E viva à todo mundo neste carnaval!

Noite à dentro

Ele fica acordado noite à dentro pensando nos problemas e resolve que precisa ler mais. Depara-se com textos fabulosos escritos por poetisas anônimas e percebe que assim como na musica, também na literatura prefere as mulheres. Lembra-se dos romances que começou e não terminou e se aflige pensando que deixou algo para trás. Na releitura de suas poesias, se sentindo aos quarenta percebe que não tem tanto talento quanto imaginava. A maior aflição para ele é pensar em ficar sem sexo. Tudo no mudo pode lhe faltar, menos o sexo. Sem esse não se vive. Questiona-se como seria o amor dos poetas e dos velhos. Dentre os medos que tem, a velhice é o que mais lhe assola, acompanhada da solidão e do abandono. Não há nele medo maior do que fracassar na tarefa de ser um grande homem, e sente que até nisso esta sendo medíocre.

Poesia Fotográfica

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Vencido

Não, não se vanglorie ainda. Eu não estou vencido. Apenas durmo enquanto refaço as forças. Até mesmo grandes guerreiros precisam, vez por outra, se refazer. Estou num casulo, em metamorfose. Neste momento lido com sentimentos de forma muito racional, enquanto fico em dúvida se quero ou não me sujar na areia.
Não deixo de pensar no prazer do miserável. Aquele que precisa refastelar-se no conforto alheio, nas sobras dos outros. Se hoje esta sobrando algo é porque sobrou daqui. Não há alegria na dor alheia. Esta nada mais é do que a mera ilusão de quem a mendiga.
Eu sigo em repouso em refazendo. Se dar por vencido também faz parte de vencer. Às vezes se fazer de morto pode significar permanecer vivo. E eu sigo vivo e santo, repleto de cores, de dores e de amores. Sonho, com coisas que, se não me trazem grandeza, já trouxeram um dia, enquanto por ai o mero pronunciar do meu nome arrepia até os dentes.
Dei-me por vencido porque quero descansar. Permitir-me não sofrer também faz parte do j…