Confissão

Ta bom, confesso! Assim não ta nada bem. Não pode ser assim e a prova disso é que minha própria consciência me condena, dizendo full time, você não foi, nem está sendo um cara legal. Acho que precisarei de mais dois anos para me redimir. E o prejuízo, de cara é a insegurança que me assola.

A dor que sinto nas mãos me faz pensar na dor que sentiria na cabeça, não fosse o coração partido e a noite inteira sonhando contigo. Sim, demonstrastes ser muito mais que um simples corpinho bonito. Sendo assim, não pude deixar de pensar em ti. Mas, em vão, fulgás como as atitudes segas que foram tomadas meramente por se permitir assumir uma personalidade estranha, quase como espiritual, como o grito que disferes, sem que ninguém saiba se está brincando ou ouvistes de fato.

Queres ir no terreiro, eu te levo, mas deixa eu me purificar primeiro, pois não é só sangue que vejo nos meus olhos. Vejo também um forte pesar de quem faz as coisas, ou deixa de fazer, e se arrepende depois. Acho que demoro demais a perceber algumas coisas. E as que percebo claramente, sinto que muitas vezes são distorcidas e me assola então um sentimento estranho de insegurança e vulnerabilidade.

Te ver me olhando com ar de pensativa me fez pensar no que eu fizera durante todos aqueles dias, que hora nenhuma pude freiar o meu ímpeto e assumir uma postura diferente. Coisas do espírito, coisas da alma. Não posso dizer que me sinto completo, por me portar como um homem valente. Posso dizer que mil vezes ser covarde e permanecer bonito aos teus próprios negros olhos, que me olham, que me vêm, do que ser herói e estar morto, senão nas tuas lembranças, nas minhas então.

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