Dos meus sabores.

Eu discuto quando tenho razão, e quando não tenho, discuto porque a tiraram de mim. Levo a vida na garra e na coragem, acreditando sempre ser capaz das maiores proezas e das melhores façanhas, até que um dia, em cima do telhado, percebo que já começo a ter medo de altura. Então passo a subir no telhado diariamente pra perder o medo e lidar com os conflitos.

Tenho um espírito aventureiro que anda preguiçoso e uma vaidade desleixada que cuida da aparência. Procuro o amor dos romances, mas, já esqueci o endereço das floriculturas. De tudo que vi, um pouco aprendi, mas, continuo às vezes parando e pensando (em crise de nervos): "Como eu sou burro!", mesmo me achando uma pessoa inteligente.

E vou, faço e tento. E quebro a cara novamente e penso: "Eu sabia, eu sabia que ia acontecer..." E falo: "Como eu sou burro!" Sim, falo, sim. Porque antes de mais nada, enquanto pessoa e das grandes, acredito nas pessoas, acredito na nobreza que são capazes de conter. Acredito que antes de mais nada, mesmo sendo ruim de jogo, ainda assim, é o bem que procuro quando quase todos desistiram de encontrar.

E acreditando nisso e em mim, e pensando em ambição como uma coisa saudável, vivo a vida em busca de crescer, floresço umas segundas pra murchar alguns domingos. Mas continuo dando frutos e frutos, e alguns tão saborosos que de certo parecem, aos olhos de quem vê, que algo não esta certo, porque tão de graça não pode ser, o doce sabor de uma fruta azeda.

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