Segunda Ausência

Outra vez do presente fez-se o oculto
E o doce dos teus olhos verteu em rios.
Mesmo que distantes, teus beijos,
Ainda sentirei o peso dos teus lábios.
Então novamente tu irás
E novamente encontrarás a tua face em outra face
Minhas mãos já serão curtas demais para te alcançar
E meus dedos não sentirão mais o risco da tua pele.
Mas a minha face continuará encostada à face da noite
E ainda ouvirei a tua fala amorosa.
Caminhando junto à névoa
Sentirei novamente a presença da tua ausência,
Desta vez acompanhada do teu abandono
Então já não sou quem te possui
Verei isso a cada luar
Quando ao enxergar, perceber
Que o meu cavaleiro foi vencido pelo dragão.
E todas as lamentações da vida
Não passarão do vazio do vento em meus ouvidos.

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