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Mostrando postagens de Julho, 2009

Das coisas que já fiz.

Das letras já falei mil vezes
dizendo tanto do que sentia
que gastei um latim profano
tratando de amores
muitas vezes vis.

Das belas já amei mil vezes
gozando tanto do que sentia
que gastei em mim um amor humano
tratando deshumanos
como amores servis.

Das feras já enfrentei mil vezes
com tanta coragem e valentia
que afrontava o poder humano
tratando bravos guerreiros
como camélias sutis.

Da vida já me esparramei mil vezes
com tanta paixão e ousadia
que afrontava a valores mundanos
tornando enesquecivel
um mero momento feliz.

Segunda Ausência

Outra vez do presente fez-se o oculto
E o doce dos teus olhos verteu em rios.
Mesmo que distantes, teus beijos,
Ainda sentirei o peso dos teus lábios.
Então novamente tu irás
E novamente encontrarás a tua face em outra face
Minhas mãos já serão curtas demais para te alcançar
E meus dedos não sentirão mais o risco da tua pele.
Mas a minha face continuará encostada à face da noite
E ainda ouvirei a tua fala amorosa.
Caminhando junto à névoa
Sentirei novamente a presença da tua ausência,
Desta vez acompanhada do teu abandono
Então já não sou quem te possui
Verei isso a cada luar
Quando ao enxergar, perceber
Que o meu cavaleiro foi vencido pelo dragão.
E todas as lamentações da vida
Não passarão do vazio do vento em meus ouvidos.

FLOR DO NORTE

Toneladas de imagem do mesmo simples objeto,
e a idéia fixa de enxergar o sentimento.
Passei assim anos tentando entender o intuito do meu desalento.
Que tal qual sanidade nos loucos, foi tão intenso que se tornou loucura.
E a leveza da imagem de uma lembrança, caiu sobre meus ombros com todo pesar da saudade.
E a brisa distante chegou pra me seduzir,
trazendo com ela o equilíbrio, e o olor de flores na primavera, em pleno verão.
Então como se já bastasse de dor, o sentimento começa a se mostrar claro.
Com suas faces ruborizadas tal qual rosa, sorri pra mim e dizendo que todo desalento fora em vão,
mostrando-me que por mais insanos, todos os loucos serão sempre sãos,
e que apesar de lindas as rosas, seus espinhos irão sempre ferir.

Comentários sobre repercussão

Engraçado isso de pensar em como as coisas irão repercutir nos outros. Outro dia escrevi um texto completamente despretensioso, tratando de um pobre coitado que vive à minha sombra, sem sequer me conhecer, tentando a todo custo me atingir. Esse mesmo pobre coitado, não teve a decência de ler e interpretar as palavras, e simplesmente se calar. Ele teve o despaltério de insinuar questões das quais ele sequer tem noção.

Então, como forma de protesto, venho a público repudiar qualquer ato de vil heroísmo e responder à altura o comentário feito anteriormente:

Não se preocupe, meu pobre coitado, desejo mesmo que vocês sejam muito felizes. E como já lhe dissera antes: "Believe me" o que tu acreditas ser ouro, pra mim, não passa de cinzas. E tenho muita pena de ti.

Desculpem-me o caráter tão pessoal das palavras, mas assim como eu, as letras são bastante transparentes.

Agora vou despender um pouco do meu tempo, tão valioso e criativo, com palavras um tanto mais doces.