Saudade

Êh! Saudade leviana, que se apossa, sempre que alegria ocupa demais espaço na vida. Êh! Saudade, ora doída, agora tranquila, que consome horas a fio, apesar de não mais tirar o sono.

Saudade mansa, de uma presença mansa. Saudade grande de uma pequena presença. Não importa mais se a saudade vem, se vai, ou se fica. Importa sim, que essa saudade um dia passa e tudo fica lindo.

Saudade vem, quando de volta encontramos a feliz realidade, quando nos sonhos a presença faz diferença até no jeito de ver e gostar. Faz diferença na forma que a gente gosta de viver de novo, feliz, a realidade.

Saudade mais fora de hora, mais fora de tempo, tão cheia de espaços. Espaços às vezes vazios, às vezes tão preenchidos e ocupados. Saudade distante, já a algum esquecida, mas sempre lembrada.

Saudade de nada, saudade de tudo. Saudade cansada, saudade do mundo. Do tempo que o mundo girava diferente. Girava num tempo, que sem quê nem pra quê, passava, como soprar de um vento. Como uma brisa morna, leve, muito leve, voando.

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